Cadeias de valor em terras indígenas no Acre

Cadeias de valor em terras indígenas no Acre

Programa de execução: Gestão Territorial e Ambiental
Apresentação:

O projeto “Cadeias de valor em terras indígenas no Acre” propõe fortalecer a produção sustentável de quatro terras indígenas, por meio da promoção da cadeia de valor de produtos agroflorestais e da assistência técnica indígena. Este projeto é desenvolvido pela CPI-Acre em parceria com a Associação dos Povos Indígenas do Rio Humaitá (ASPIRH), Organização dos Povos Indígenas Huni kuĩ do Alto Rio Purus (OPIHARP), Associação Sociocultural Yawanawa (ASCY), Associação do Povo Shawadawa do Igarapé Humaitá (APSIH) e Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre (AMAAIAC). As ações do projeto visam organizar e promover a cadeia de valor de produtos agroflorestais produzidos e manejados como: frutas, mel de abelhas sem ferrão, artesanato, farinha e açúcar mascavo. Também será fortalecida a aquicultura, com criação de quelônios e peixes. Estas ações estão integradas à gestão territorial e ambiental das terras indígenas, com ênfase na agricultura sustentável e na criação de animais para a soberania alimentar. A assistência técnica indígena, será promovida por meio da formação e atuação de Agentes Agroflorestais Indígenas (AAFI), que são os mediadores da gestão territorial e ambiental junto às suas comunidades, fortalecendo as práticas indígenas de produção, manejo, uso sustentável e conservação dos recursos naturais.

Objativo Geral: Fortalecer a produção sustentável das terras indígenas, por meio da organização e promoção da cadeia de valor dos produtos agroflorestais e da assistência técnica indígena.
Área de Atuação: Terras Indígenas (Tis) Kaxinawá do Rio Humaitá e Rio Gregório (Tarauacá/AC), TI Alto Rio Purus (Santa Rosa do Purus e Manuel Urbano/AC) e TI Arara do Igarapé Humaitá (Porto Walter/AC)
Beneficiários: 2585 indígenas das etnias Kaxinawá, Shawadawa e Yawanawá que habitam as quatro TIs apoiadas pelo projeto.
Atividades:

Viagens de assessoria técnica aos AAFIs nas aldeias das quatro TIs para construção de viveiros, hortas e implementação de SAFs;
Construção de casas de farinha, assessoria e promoção de intercâmbios para aprimorar a qualidade da produção de farinha;
Estruturação da produção de mel de cana e açúcar mascavo;
Construção de açudes e promoção da criação de peixes nativos e quelônios;
Realização de curso de capacitação para criação de abelhas melíponas e aproveitamento da produção de mel;
Realização de uma oficina para aprimoramento de artesanato de cestarias;
Articulação junto às Prefeituras Municipais e ao Governo do Estado para que as terras indígenas possam fornecer produtos para compor a merenda escolar no âmbito do PAA e PNAE;
Realização de dois cursos intensivos de formação de 60 Agentes Agroflorestais Indígenas.

Resultado esperado:

Agentes Agroflorestais Indígenas com suas capacidades aumentadas para prestarem assistência técnica junto às comunidades indígenas. E comunidades indígenas com sua produção agroflorestal fortalecida e cadeias de valor destes produtos estruturadas, elevando os níveis de segurança alimentar e geração de renda, com a cultura de cada etnia valorizada e a produção local inserida na merenda escolar.

Período: fevereiro de 2016 a fevereiro 2018
Financiador: